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Fundação da USP foi parte do processo brasileiro de construção social da raça nos anos 1930 – Jornal da USP

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Do outro lado, a Imprensa Negra da época, como narra Mariana, debatia temas políticos de interesse dos negros. “Ela disputava a memória de formação da identidade nacional reivindicando o reconhecimento do papel dos negros na produção de riquezas e no desenvolvimento nacional”, explica. A Imprensa Negra, segundo a pesquisadora, produzia e disseminava conhecimento. Esses intelectuais eram intérpretes do Brasil e viam raça e nação de uma maneira radicalmente diferente da perspectiva dos fundadores da USP. “Para eles os negros não eram um problema, ao contrário, eram parte importante da construção da riqueza da nação, e o ensino superior tinha o potencial de ser um caminho para sua inclusão na sociedade e nos espaços de poder”, destaca.

A Imprensa Negra também exercia um papel de denúncias contra o racismo e hoje serve como fonte de pesquisa para recuperar histórias que permaneceram ocultas por muitos anos. Mariana lembra do caso de Jacinta Maria de Santana, mulher negra que teve o corpo mumificado e exposto numa sala de aula da Faculdade de Direito (FD) de São Paulo. “Por muito tempo, estudantes brancos objetificaram aquele corpo utilizando-o para seu deleite e zombaria, chegando a arremessá-lo num barranco no centro da cidade, trocavam seu nome e chamavam-na de ‘a Múmia da Faculdade de Direito’”, lamenta Mariana. Para a pesquisadora, a Faculdade de Direito atuou numa educação racista para alunos que viriam a ocupar importantes cargos de poder perante a nação, e alguns anos mais tarde ela seria incorporada à USP.

Uma reportagem veiculada no Jornal da USP, na edição de 6 de abril de 2023, traz a informação de que, após pressão dos estudantes negros, a FD retirou a homenagem ao professor Amâncio de Carvalho. Até meados de 2023, ele, responsável pela mumificação e exposição de Jacinta, emprestava o nome a uma das salas da faculdade.

A análise do jornal Progresso também trouxe ao conhecimento público o caso do médico Enoch Carteado. Formado em Medicina pela Bahia, integrou um grupo que foi a Paris, no ano de 1928, para uma especialização. “Os médicos brancos paulistas não aceitaram Enoch por ele ser negro”, conta a pesquisadora.





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