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Livro traz novas formas de pensar a educação – Jornal da USP

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Com 396 páginas, obra do professor Luiz Roberto Alves será lançada nesta quarta-feira, dia 20, às 18 horas, na Cidade Universitária

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Capa do livro Construir Currículos, Formar Pessoas e Constituir Comunidades Educadoras, de Luiz Roberto Alves, que será lançado nesta quarta-feira, dia 20, na Cidade Universitária – Foto: Reprodução

A Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica da USP convida o público para o lançamento do livro Construir Currículos, Formar Pessoas e Constituir Comunidades Educadoras: Conexões Pedagógicas como Diretrizes de Quem Educa, Ensina e se Educa na Diversidade, do professor Luiz Roberto Alves. A obra será lançada nesta quarta-feira, dia 20, às 18 horas, na Livraria João Alexandre Barbosa, na Cidade Universitária, em São Paulo (leia abaixo análise sobre o livro escrita pelo professor Luís Carlos de Menezes, coordenador acadêmico da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica). Luiz Roberto Alves é livre-docente e professor sênior da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP. Ele estará presente no lançamento do livro para apresentar e discutir a obra, que é publicada pela Editora Alameda.

Construir Currículos, Formar Pessoas e Constituir Comunidades Educadoras é um conjunto de ensaios que aborda a educação básica sob uma visão crítica e em favor do conhecimento democrático. Para tal, o autor analisa as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) do Conselho Nacional de Educação (CNE) do Ministério da Educação (MEC), levando em conta desde a sua criação, a partir da instauração da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, até 2016, ano do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Para Alves, as DCN ajudam a construir “uma pedagogia com os rostos do Brasil diverso e plural”.

Na obra, o professor propõe novas formas de construir currículos e de pensar a educação, incluindo “ciências, artes, estéticas, técnicas, literatura e filosofia, a fim de construir a educação cultural e a cultura educacional em movimento tanto rigoroso quanto inventivo”.

Alves dedica o livro aos profissionais e apoiadores da educação básica brasileira, sobretudo aos conselheiros e conselheiras nacionais de Educação e profissionais de apoio do CNE. “Elas e eles sentiram a urgência em construir qualidade social e equidade educacional no país que discrimina pessoas e seleciona os educáveis”, escreve.

Hoje membro da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica da USP, Alves foi professor da educação básica pública durante 23 anos. Foi conselheiro nacional da Educação de 2012 a 2016 e presidente da Câmara de Educação, entre 2014 e 2016. É autor de obras como Administrar Via Cultura: Revolução Educativo-Cultural na Ex-Pauliceia Desvairada – 1935-1938 (2022), também publicada pela Alameda, e Trabalho, Cultura e Bem-Comum (2013). 

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Cartaz de divulgação do lançamento do livro Construir Currículos, Formar Pessoas e Construir Comunidades Educadoras: Conexões Pedagógicas como Diretrizes de Quem Educa, Ensina e se Educa na Diversidade – Foto: Reprodução/Cátedra Alfredo Bosi

 

Por Luís Carlos de Menezes, coordenador acadêmico da Cátedra Alfredo Bosi de Educação Básica da USP

O que qualifica Luiz Roberto Alves para o ambicioso propósito de seu livro mais recente é o meio século de sua notável trajetória, desde ter sido professor na escola elementar até chegar à presidência da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação, passando pela gestão de sistemas escolares e por intensa vida acadêmica de estudioso e formador de pesquisadores nas múltiplas linguagens.

Sua ideia central de construir currículos integrais e constituir comunidades educadoras retoma e aprofunda o que se tem feito, com sentido crítico e propositivo, para aperfeiçoar a educação de base em nosso País. E se há uma referência de partida para esse propósito, essa é, sem dúvida, o Manifesto dos Pioneiros da Educação, que nos anos 30 do século passado convocou a sociedade brasileira a reconhecer a dimensão maior da educação que dialogue com as muitas dimensões da vida social. Sua proposição de comunidades do educar tem aí uma inspiração primeira, na ideia de consciente protagonismo coletivo, em lugar de aceitação a determinações prescritas.

Daí já se parte para a ideia de currículos integrais, promovidos por essas comunidades, que se distancia da burocrática acepção de currículo como lista de pontos para o discurso de quem ensina para, pelo contrário, entendê-lo como sequência de práticas em que a cultura é vida real apreendida e problematizada em um percurso comunitário, imerso no contexto socioeconômico e cultural de seu entorno, de forma atenta às sua potencialidades, mas igualmente às suas carências e desigualdades. Exemplifica isso a compreensão de que o projeto pedagógico de uma escola não seja um documento estático que lhe seja prescrito, mas elaboração permanente de sua comunidade no contínuo diálogo entre educadores e educandos.

Ao afirmar os fundamentos conceituais, em que o esforço analítico se associa ao engajamento ético-político, são simbólicas as referências, como a de Hanna Arendt. Da mesma forma, a conceituação da educação inseparável do pensar sociológico se funda em referências essenciais, como as de Durkheim e Dewey. Assim, ao longo de toda a tecitura do texto, estão pontuadas suas parcerias teóricas, com as quais o autor mantém permanente interlocução. Aliás, mesmo na conclusão do livro, se estabelece uma comparação metafórica entre o espaço-tempo educacional e As Cidades Invisíveis de Italo Calvino, que ilustram um “currículo de mundo” em que individualidades estão dinamicamente envolvidas em contextos mais amplos e mesmo universais.

Assim como Luiz Roberto Alves parte do Manifesto dos Pioneiros para a conceituação da educação básica no século passado, sua âncora para o presente, em conformidade com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, são indiscutivelmente as Diretrizes Curriculares Nacionais. Essas DCN tanto estabelecem os princípios gerais quanto sinalizam a importância de considerar e respeitar as diversidades, assim como conduzem à orientação do currículo escolar juntamente com a formação dos educadores.

Ele também adverte que as Bases Curriculares Nacionais precisam estar atentas às DCN, que não são sinalizações de conteúdos, de forma a não se tornarem receitas a engessar currículos. Igualmente sinaliza que os processos de avaliação, mais do que quantificações da aprendizagem, precisam apontar qualificações mais amplas para os fazeres da existência, de práticas a valores, de habilidades a visão de mundo. E entre as advertências relativas à realidade contemporânea dos recursos e vivências digitais, pensa ser essencial explicitar as potencialidades e os riscos da atual “reengenharia algorítmica” em que se navega, com o cuidado de não ser navegado por ela.

Tomando a escola como espaço de construção democrática, merece consideração demandar que transcenda a dimensão meramente reativa ao conservadorismo, para que vá além do circunstancial e de fato convirja para a necessária cultura educacional. Relativamente a isso, uma observação para o exercício da gestão escolar que, em lugar de impor enquadramentos precisa liderar a construção da comunidade educadora crítico-propositiva. Finalmente, vale apontar sua percepção relativa ao Plano Nacional de Educação, que precisaria ser pensado como projeto ainda a ser cumprido, o que, na sua compreensão, somente ocorrerá com a efetivação de um Sistema Nacional de Educação ainda distante de ser efetivado. 

 

Construir Currículos, Formar Pessoas e Constituir Comunidades Educadoras: Conexões Pedagógicas como Diretrizes de Quem Educa, Ensina e se Educa na Diversidade, de Luiz Roberto Alves, Editora Alameda, 396 páginas, R$ 94,00.

O evento de lançamento do livro acontece nesta quarta-feira, dia 20, às 18 horas, na Livraria João Alexandre Barbosa (Avenida Prof. Luciano Gualberto, 78, Cidade Universitária, em São Paulo). Entrada grátis.





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