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Lugares de memórias LGBTQIAPN+ enfrentam barreiras para serem difundidos no País – Jornal da USP

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Seminário realizado no Museu do Ipiranga em dois dias reúne pesquisadores, agentes sociais e a comunidade externa na busca por ações voltadas ao reconhecimento público do patrimônio não heterocisnormativo

Por

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Seminário Lugares de Memória LGBTQIAPN+ – Fotomontagem de Jornal da USP com imagens de Yanguas/Wikimedia Commons e domínio público

 

Uma das funções sociais que museus carregam é trazer à tona memórias e identidades construídas ao longo da história. Esse movimento reflexivo, porém, nem sempre consegue ser estabelecido. Ainda mais quando difundem elementos culturais ligados à diversidade sexual. As barreiras e desafios que centros de preservação da comunidade LGBTQIAPN+ continuam enfrentando para serem consolidados ao redor do País são inúmeras. O Museu da Diversidade Sexual de São Paulo é um desses exemplos, usando dos ataques e desincentivos culturais como força motriz para espalhar para além das cores coloridas, orgulho.

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Inês Cordeiro Gouveia – Foto: Currículo Lattes

Pensando em como diminuir esses obstáculos, a Rede Paulista de Educação Patrimonial, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP, o Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e o Centro de Preservação Cultural (CPC) da Universidade organizaram o seminário Lugares de Memória LGBTQIAPN+, que será realizado a partir das 9 horas, no Museu do Ipiranga, entre os dias 19 e 20 de setembro. Para participar, basta se inscrever neste link divulgado pelas organizadoras. Haverá emissão de certificados para quem obter 75% de participação no evento.

De acordo com elas, apesar dos avanços ocorridos no campo do patrimônio cultural brasileiro, desde a década de 1980, o tema ficou praticamente excluído da agenda dos órgãos de preservação. Em contrapartida, coletivos, associações, grupos e movimentos sociais tomaram a dianteira e o protagonismo na defesa desta memória e de seus lugares de referência na cidade.

A programação do seminário pretende reunir pesquisadores, agentes sociais e interessados da sociedade civil para refletir sobre as memórias de populações com identidade de gênero e sexualidade dissidentes da matriz branca cis-heterossexual, ou seja divergente das pessoas que se identificam com a identidade de gênero que foi atribuída no nascimento e que sentem atração afetiva e sexual pelo sexo oposto. Além disso, visitas ao Largo do Arouche, lugar histórico importante na história destes grupos sociais localizados na região central de São Paulo, integram o evento. Ao final do seminário, haverá o lançamento do livro Museologia Comunitária LGBTQIA+ e outros ensaios Queer of Color“, de Jean Baptista e Tony Boita, especialistas em historicidade LGBTQIA+ na museologia brasileira.

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Programação do evento – Foto: Divulgação/IEB-USP

 

Para além de um espaço que reunirá debatedores a respeito da temática, o seminário representa por si só uma atitude política. Segundo a professora Inês Gouveia, do IEB, “o evento é fundamental para posicionar as instituições a respeito da memória da comunidade LGBTQIAPN+, pessoas que existem em todos os substratos da sociedade.”  “Valorizar essas comunidades e essas memórias deve estar inscrito em âmbito tanto federal, quanto estadual e municipal. Que esses gestos não sejam apenas simbólicos, mas que também tenham correspondência com essas pessoas implicadas nessas políticas”, acrescenta ela, que também preside a Comissão de Direitos Humanos do IEB e tem orientado pesquisas ligadas a gênero e sexualidade. Desde 2021, a unidade tem adotado ações afirmativas na pós-graduação, incluindo, por exemplo, cotas trans. 

A iniciativa integra a 17ª edição da Primavera dos Museus, ação anual organizada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que visa mobilizar os museus brasileiros a elaborarem programações especiais voltadas para um mesmo tema. Neste ano, o tema Memórias e democracia: pessoas LGBT+, indígenas e quilombolas ressalta a importância dos museus na promoção da inclusão social e da diversidade, fundamentais à democracia.

Saiba mais:inescgouveia@usp.br, com Inês Gouveia, professora do IEB

*Estagiário sob supervisão de Antonio Carlos Quinto e Tabita Said





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